Quanto ganha um médico residente em 2026: bolsa, descontos e plantões

A bolsa nacional de residência médica é de R$ 4.106,09 em 2026. Ela é isenta de Imposto de Renda, mas tem desconto de 11% de INSS, o que deixa o líquido em torno de R$ 3.654. Plantões externos podem complementar a renda, respeitando a carga horária da residência. Veja o orçamento real e os dois projetos de lei que querem reajustar a bolsa.

O valor da bolsa e o que desconta

A bolsa federal de residência médica está em R$ 4.106,09 mensais, valor que segue como referência em 2026 sem reajuste nacional publicado. Sobre os descontos, a regra é clara e vem da própria lei da residência. O residente é filiado ao INSS como contribuinte individual, com desconto de 11% sobre a bolsa, conforme o artigo 4º da Lei 6.932/81. Já o Imposto de Renda não incide: a bolsa é isenta, nos termos da Lei 9.250/95, e entra na declaração anual como rendimento isento e não tributável. Na prática, o líquido fica em torno de R$ 3.654,42.

Instituições estaduais e privadas podem pagar valores diferentes ou oferecer benefícios adicionais, como moradia e alimentação. Vale conferir o edital do seu programa.

O reajuste em discussão no Senado

Dois projetos de lei apresentados em abril de 2026 propõem reajustar a bolsa. O PL 1.800/2026 fixa o valor em R$ 7.500 com reajuste anual pelo IPCA, e o PL 1.809/2026 propõe R$ 8.105. Os dois aguardam análise no Senado e nenhum foi aprovado até a publicação deste artigo. Esta página será atualizada quando houver decisão.

Plantões: o complemento, com limites

A residência exige dedicação de 60 horas semanais, também pela Lei 6.932/81, o que deixa espaço limitado, mas real, para plantões externos, principalmente a partir do segundo ano. Os valores variam bastante por região, especialidade e vínculo. A regra de ouro: o plantão não pode conflitar com a escala da residência, e cada programa tem regras próprias. Verifique com a sua COREME antes de assumir compromisso fixo.

O orçamento real de um residente

Na ponta do lápis: cerca de R$ 3.654 líquidos da bolsa, mais plantões eventuais, contra o custo de vida da cidade do programa, que costuma ser uma capital cara. Os primeiros meses apertam e a situação melhora quando os plantões se estabilizam. Um dado que vale para quem está escolhendo vaga: o mesmo dinheiro rende muito diferente em São Paulo e no interior. Pese isso na escolha da instituição, e não apenas o prestígio do serviço.

Perguntas frequentes

Residente pode dar plantão fora? Pode, desde que não conflite com as 60 horas semanais da residência e com as regras do programa. Na prática, a maioria começa os plantões externos a partir do segundo ano.

A bolsa de residência paga imposto? Imposto de Renda não: a bolsa é isenta e entra na declaração como rendimento isento. O que desconta é o INSS, 11% sobre o valor, porque o residente é contribuinte individual da Previdência por força da Lei 6.932/81.

Quer chegar na residência com a melhor nota possível? Estude para o ENAMED com cronograma adaptativo.

Pronto para estudar com precisão e alcançar o desempenho que a Residência exige?

O Medtask reúne direção, treino real e tecnologia inteligente para levar você até a aprovação.